No retorno da caravana da Camisa 12 a São Paulo, a torcida enfrentou problemas com o ônibus, que precisou passar por reparos em Curitiba. Segundo nota oficial da organizada, durante o período de espera, alguns associados que estavam em uma praça ouvindo música foram abordados e, posteriormente, agredidos por policiais militares.
De acordo com o comunicado, os policiais solicitaram inicialmente que os torcedores diminuíssem o volume da música reproduzida em uma caixa de som. Na sequência, um dos associados, um homem negro, teria sofrido graves agressões físicas por parte de um policial e foi conduzido à delegacia, onde precisou assinar um registro por desacato à autoridade.
Na nota, a Camisa 12 manifesta repúdio à conduta dos agentes da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e levanta suspeita de racismo na abordagem. A organizada cobra a apuração dos fatos, a preservação de eventuais imagens da ocorrência e a responsabilização dos envolvidos.
Confira abaixo a nota oficial da torcida organizada:
A Fiel Torcida Jovem Camisa 12 vem a público manifestar seu veemente repúdio à conduta de agentes da Polícia Militar do Paraná (PMPR), comandados no momento dos fatos pelo sargento "Tykas", durante uma abordagem aos nossos associados, em Curitiba.
Após acompanharmos o Sport Club Corinthians Paulista em Porto Alegre, iniciamos nosso retorno em direção à Capital Paulistana. Devido a uma pane mecânica em nosso ônibus, permanecemos em Curitiba desde as 00h, aguardando o conserto do veículo.
Durante a espera, nossos associados ouviam música em uma pequena caixa de som. A PMPR compareceu ao local alegando ter recebido denúncias e solicitou que o aparelho fosse desligado. Mesmo sem o som estar alto, nossos associados reduziram o volume, buscando respeitar a orientação e evitar conflitos.
Apesar disso, um de nossos associados, homem negro, sofreu graves agressões físicas por parte dos policiais. Em seguida, foi conduzido à delegacia e levado a assinar um registro por desacato, cuja justificativa contestamos.
Havia diversos associados no local, mas nosso associado negro foi submetido a essa abordagem violenta. Essa circunstância levanta uma grave suspeita de racismo, que precisa ser rigorosamente investigada.
Não aceitaremos que a cor da pele determine o tratamento recebido por um cidadão. A farda não está acima da lei, e a autoridade policial não pode ser justificativa para violência, humilhação ou violação de direitos.
Exigimos a apuração rigorosa dos fatos, o esclarecimento das agressões, a preservação de eventuais imagens da ocorrência e a responsabilização dos envolvidos.
Manifestamos nossa total solidariedade ao nosso associado e reafirmamos que não nos calaremos diante de qualquer forma de racismo, violência ou injustiça.
Nossa luta não é contra a lei, mas para que ela seja respeitada por todos, inclusive por aqueles que têm o dever de protegê-la.
CORAGEM E DETERMINAÇÃO!
FIEL TORCIDA JOVEM CAMISA 12
O 12º Jogador das Arquibancadas
