O tom da diretoria do Corinthians após a proibição das bets no Brasil é de grande preocupação com os efeitos que devem surgir nos próximos meses. Apesar de o clube não ter se manifestado oficialmente, a Rádio Coringão apurou que a diretoria alvinegra ainda tenta entender todos os impactos da medida.
O Corinthians entende que é praticamente impossível substituir o atual patrocínio máster pelos mesmos valores. A expectativa da gestão corinthiana é que, em um cenário otimista, seja possível alcançar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões com o mesmo espaço que a Esportes da Sorte paga atualmente, cerca de R$ 150 milhões por ano.
Em relação aos valores antecipados pela Esportes da Sorte, o Corinthians já recebeu recursos até o final do ano, e a tendência é que o clube seja obrigado a quitar os valores com o banco responsável pelo adiantamento. Nesse caso, em vez de a Esportes da Sorte realizar os pagamentos ao Corinthians nos próximos meses, os recursos seriam utilizados para recompor o crédito disponibilizado pela instituição financeira. Caso não haja valores para essa reposição, a tendência é que o Corinthians seja responsável pelo pagamento.
A troca do patrocinador máster passa a ser vista com ainda mais preocupação pela diretoria, já que o momento político do clube e a dificuldade de encontrar novas empresas dispostas a realizar um investimento desse porte podem tornar o processo demorado.
Outro fator que preocupa a direção é a folha salarial do elenco. Com a inflação provocada pelos investimentos das empresas de bets no futebol brasileiro, os salários dos jogadores cresceram consideravelmente nos últimos anos. Na avaliação interna, seria praticamente impossível chegar a um acordo com os atletas para um reajuste que acompanhe uma nova realidade financeira.
Nos próximos dias, a direção corinthiana deve analisar com mais cuidado o contrato com a Esportes da Sorte para entender todos os efeitos da proibição e da saída da empresa da relação de patrocinadores do Corinthians.
