O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investiga possíveis irregularidades nos juros cobrados no contrato entre o Corinthians e a Caixa Econômica Federal para o financiamento da Neo Química Arena. A apuração é conduzida pelo promotor Cássio Conserino.
Segundo reportagem exibida pela Record TV, o Corinthians pode ter desembolsado, desde 2014, valor superior ao custo inicialmente previsto para o estádio. O financiamento tinha como referência R$ 400 milhões, enquanto o clube afirma já ter pago mais de R$ 600 milhões. Ainda assim, a dívida com a Caixa é estimada em R$ 642 milhões.
O perito Anisio Castelo Branco apontou que os juros previstos no contrato não seguem um padrão considerado habitual e podem estar acima dos limites permitidos pela legislação. A suspeita é de que essas condições possam não ter sido identificadas durante a reformulação do contrato com a Caixa, realizada em 2019.
A investigação busca esclarecer se houve cobrança indevida e qual seria o impacto dessas condições sobre o saldo atual da dívida da Neo Química Arena.
